Envelhecimento
populacional, um desafio à saúde pública
Dr. Jacob Guterman
Um dos maiores êxitos no século
XX foi o considerável aumento de pessoas idosas nos países
desenvolvidos e em desenvolvimento. Este fenômeno é conhecido como
"envelhecimento populacional".
Do ponto de vista demográfico, o
crescimento desta população é devido à mortalidade e
fertilidade: menos crianças nascem e mais pessoas alcançam idade
avançada.
Nos últimos 50 anos, a mortalidade
nos países desenvolvidos declinou drasticamente, ampliando-se a
expectativa de vida de 41 anos (em 1950) para quase 62 anos (1990).
A projeção é de 70 anos em 2020.
Existem cerca de 20 países em
desenvolvimento nos quais a expectativa de vida é de 72 anos ou
mais. Entre eles, está a Costa Rica (77), Cuba (76), Jamaica (75),
Argentina e Sri Lanka (73), Malásia e Coréia (72).
Mais recentemente, percebemos um
menor número de nascimentos, exceto no sub-Saara africano. A
fertilidade na China, por exemplo, declinou de 5,5 (1970) para 1,8.
Da mesma forma no Brasil, indo de 5,1 para 2,2 e na Índia de 5,9
para 3,1.
O envelhecimento populacional
tornou-se um elemento importantíssimo que requer ação urgente.
Projeções para o primeiro quarto do século XXI requerem a mais
cuidadosa atenção social e política e de assistência à saúde.
Hoje são cerca de 580 milhões de
pessoas com 60 anos ou mais, sendo 355 milhões em países em
desenvolvimento. Em 2020, mais de 1 bilhão de pessoas com 60
anos ou mais estarão vivendo no mundo, e mais de 700 milhões nos
países em desenvolvimento.
O país com maior número de idosos
será o Japão (31%), seguido de Itália, Grécia e Suécia (mais de
25%). Hoje, os países com mais idosos são a Grécia e a Itália
(23% em 1998).
No próximo quarto de século, a
Europa projeta ter o menor número de idosos do mundo.
Presentemente, este número é de cerca de 20% da população e
será de 25% em 2020. A distribuição da população com 60 anos ou
mais será de 23% na América do Norte, 17% no Leste da Ásia, 12%
na América Latina, 10% no Sul da Ásia. Os países em
desenvolvimento abrigarão a maior parte da população idosa: China
(230 milhões), Índia (142 milhões), Indonésia (29 milhões),
Brasil (27 milhões) e Paquistão (18 milhões).
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